You are currently viewing FIA 2022 – Reflexões sobre competências e tecnologia são tema de ADM+

FIA 2022 – Reflexões sobre competências e tecnologia são tema de ADM+

Administradores com mais de cinquenta anos dão show de carisma, reflexões e sabedoria no evento ADM+

Carisma, experiência e sabedoria foram as tônicas do encontro ADM+, realizado na manhã desta terça-feira (27/09) e voltado ao público acima dos cinquenta anos. Com abertura da coordenadora do ‘Fórum dos Profissionais de Administração Mais’ (FPA+), Lia Araújo, ela explicou o motivo do nome ADM+ em contraposição ao termo “sênior”.

Para Lia, o termo sênior está inadequado à realidade atual, tendo em vista a maior longevidade e responsabilidade dos profissionais mais experientes, atuando em alta  performance no cotidiano. Já o presidente do Conselho Regional de Administração do Mato Grosso (CRA-MT) Hélio Tito, atuou como mediador, e apresentou os painelistas: os administradores Guarany Júnior e Agostinho Turbian.

Guarany Júnior — que também é jornalista e professor — falou da importância do ciclo de Administração para os profissionais com mais de cinquenta anos. Destacou que o profissional não deve se sentir maduro, pois tal postura o limitaria em termos de aprendizado e desenvolvimento.

O professor de marketing destacou que em qualquer estratégia mercadológica é preciso: 1) identificar as necessidades dos consumidores e depois identificar a melhor forma de gerir o fator NED (sigla para Necessidades, Expectativas e Desejos). Ele destacou as mudanças promovidas pelas revoluções digitais, dos últimos anos, e a premência de adaptação aos novos tempos.

Guarany Júnior também enfatizou a importância da efetividade, lealdade e ética como fatores de entrega de serviços e agregação de valor em produtos e serviços. Com um mapa mental, em forma de árvore, ele destacou pontos essenciais para os ‘administradores+’ atuarem no mercado vigente, são eles: 1) Entrar nas redes com ética (ao dizer a verdade); 2) criar relacionamentos com transparência e lealdade; 3) Entrega total de valor (oferecer o que há de melhor na empresa); 4) Cumprir a promessa de entrega com gestão ética; 5) Entrar no mercado mobile com o que chamou de ética total (respeito ao consumidor).

Para o administrador, a internet das coisas estará cada vez mais presente no mercado e na sociedade. Por isso, é preciso considerar o novo cenário como de migração de valores — conforme proposto pelo mais famoso autor de marketing, Philip Kotler.

“Kotler falou muito em marketing lateral para acrescentar serviços às marcas e produtos, porém, nós somos marcas. Somos, ainda, a tradução de uma busca permanente, de uma realidade e busca incessante pelo conhecimento e pela sabedoria”, reforçou.

 Evolução

Segundo e último painelista a falar, o administrador e empresário Agostinho Turbian destacou que não há limite de domínio para as habilidades humanas, quando existe a consciência da própria capacidade, sendo esta ilimitada. Chamou atenção para a importância de identificar e estabelecer prioridades, sobre aquilo que é preciso fazer, se é possível realizar e como efetuar.

“O ser humano só vive na essência, quando exerce todo o seu grau de inteligência e vontade para aquilo que é essencial e para o momento presente. Para nós, ADM+, isso representa o desafio daquele que tem a capacidade e suas habilidades intactas, num mundo onde passamos a viver relacionamentos digitais”, diz.

O empresário também destacou a eficiência do atual trabalho humano, que fez com que as indústrias de tecnologia ampliassem a longevidade das pessoas. Ele acredita que executar atualmente determinados processos é mais fácil, sob o ponto de vista dos meios para execução; por outro lado é mais complexo o uso de ferramentas tecnológicas para o público ‘administrador+’ (mais idoso).

“Em resumo, a competência que nós ‘administradores+’ devemos ter é saber claramente quais são as nossas habilidades. Não vou competir com meu filho que tem 30 anos ou minha filha que tem 38 anos, pois eles enxergam aspectos que eu não enxergo e, por outro lado, vejo detalhes que eles não veem: são, portanto, gerações complementares para a realidade de hoje com um público tão diverso”, finalizou.

Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA

 

 

Deixe um comentário