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Economia prateada: mercado de trabalho abre as portas para profissionais acima de 50

Como atrair, desenvolver e reter colaboradores ADM+ no mercado de trabalho foi o assunto do primeiro painel do “Fórum dos Profissionais de Administração +”. O evento ocorre paralelo ao XVII Fórum Internacional de Administração, em Belém do Pará. O presidente do CRA-RN, Adm. Flávio Emílio Cavalcanti, foi o mediador do debate.

Ele saudou os participantes e cedeu a palavra para o superintendente Global do IBREF/FGV, Túlio Barbosa. O painelista compartilhou com o público dados importantes que revelam o comportamento do mercado de trabalho para os profissionais de Administração.

“A gente começa o ano de 2020 com um estoque de 404 mil pessoas da Administração no mercado de trabalho. A pandemia começa no mesmo ano, em fevereiro, e a gente chega ao final, de 2020 com 402 mil vagas. Ou seja, tivemos uma pequena perda. Foram mais demissões do que admissões nesse período”.

A partir de janeiro do ano seguinte, houve uma crescente de contratação, puxada pelo estado de São Paulo. Uma outra informação interessante é o tempo de permanência no mercado de trabalho. A média é de sete anos, sendo que Brasília é a cidade onde eles permanecem mais tempo no mercado.

O especialista revelou, ainda, que as mulheres estão dominando o mercado de trabalho de Administração: 61% é formado pelo público feminino. Na contramão disso, a remuneração delas ainda é inferior em relação aos homens. Com relação a idade, a maioria das vagas da Administração é preenchida por profissionais com idade entre 20 e 40 anos.

No início da pandemia, há um aumento das demissões, principalmente entre os profissionais acima de 60 anos. O que estaria provocando esses desligamentos? “A remuneração média do público sênior é de R$ 10 mil. Será que isso tem a ver com o novo mercado?”, questionou.

Por outro lado, as projeções para os profissionais acima de 60 anos são positivas. De acordo Túlio, esses profissionais passaram a ser alvo de empresas. “Tem uma grande oportunidade aí. A expectativa de vida do brasileiro está aumentando e o mercado busca a experiência desses profissionais”, explicou.

Contudo, é importante entender as regras do jogo. “Hoje a gente tem, no centro do mercado, o cliente. As empresas estão focadas em atender as necessidades do seu público.”, afirmou, ressaltando que a economia prateada – referência a cor dos cabelos dos profissionais sêniores – precisa quebrar paradigmas.

Experiência e maturidade

Diretamente do Uruguai, o administrador e consultor, Daniel Reboredo, comentou que os profissionais da melhor idade têm inteligência emocional que os ajudam a ter um nível de compromisso muito alto com as organizações. 

Outra característica é que eles não precisam trabalhar muitas horas, pois têm visão estratégica. Daniel citou exemplos no esporte e na aviação, ressaltando que a experiência nesses dois setores, aliados da maturidade, ainda são determinantes.

O XVII FIA continua nesta quarta-feira, 28. O evento é uma realização do CFA e do CRA-PA.

Ana Graciele Gonçalves
Assessoria de Comunicação CFA

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